terça-feira, 16 de junho de 2009

Abraço na parada.
Acordei com meu pai entrando em meu quarto para pegar algo que nem lembro ao certo, lhe perguntei que horas eram ainda de olhos fechados, espreguiçando-me na cama. Logo me pus de pé, e fazer o ritual de todas as manhãs: banho, lavar o rosto, escovar os dentes e se vestir para o cursinho. Vestir-me neste dia não foi tão rápido como costumava ser, experimentei umas três a quatro blusas e duas calças sempre me olhando no quarto de minha tia em que, é possível se ver por inteiro. O porquê disso? Simples; o motivo era um furtivo encontro com a pessoal que me faz tremer os joelhos só de ouvir sua voz e me faz pensar nas mais sórdidas loucuras quando estou olhando seus lábios tão próximos aos meus.
Enfim no encontro, umas duas semanas desde a última vez em que estivemos na presença um do outro, comunicando-se e se vendo somente através da internet, eis que avisto a esperada pessoa. Agora podendo sentir um pouco do seu calor por alguns instantes.
Conversas e mais papos fluindo eu estava totalmente disperso tentando controlar-me um tanto até ofegante. Algo foi dado por mim, uma lembrança, que foi aceito com um tanto de vergonha, mas creio que agradei na escolha e na dedicatória. O tempo pareceu passar rápido, mas o suficiente para mim. Precisávamos voltar as nossas rotinas, onde me acompanhou até a parada de meu ônibus quando aconteceu.
A PARADA! Onde estive preso em um sentimento nunca vivenciado antes.
Deixando-me na parada, mais uma vez pude ver seus olhos esquentar os meus, agradecendo a lembrança e aproximando-se para o abraço. (Não sei se algum dia já passou por isso, mas sabe aquele momento que te deixa completamente perdido (a), sente-se sem chão, e é como se você explodisse em adrenalina misturado com o prazer te tornando completamente imóvel sem ação) Pude sentir os olhos de todas as pessoas próximas encima de meus ombros, quase me causando uma queda, em que pude evitá-la me apoiando no abraço. Abraço esse que me envolvia com tamanha delicadeza e me arrastando para um simples “nada”, minha mente tornou o resto do mundo em um simples branco, parecia que eu estava fora de mim onde minha visão de cima podia ver aquilo tudo que estava acontecendo. Meu corpo ao se aproximar de seu pescoço fez com que seu perfume se espalhasse por todo meu corpo.
Um segundo ou menos que isso, pareceu durar mais que toda a conversa que tivemos, quando nos soltamos foi inevitável a minha cara de “nada” (rsrsrs) Nunca passou por minha cabeça que algum dia, um aparente simples abraço me proporcionaria uma sensação tão boa quanto algo como o nosso beijo.

Um comentário:

Angelo A. P. Nascimento disse...

Dificilmente li descrições sobre o sentir simples. Enquanto as pessoas tentam explicar o amor ou qualquer outro sentimento das formas mais rebuscadas, adquirem tb a vivência complexa das coisas.
Vc chegou muito próximo do que é gostar de outro alguém. Sua descrição foi simples tranquilidade.
Que bom que vc está feliz.
Abraços e bom fds.